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Dermatite Artefacta

Dermatite Artefacta (Dermatite Auto-Infrigida) é a extensão na pele de uma doença psiquiátrica.

Acontece quando o paciente machuca a própria pele na tentativa de simular uma doença e nega com veemência que o faça.

Faz parte de um transtorno psicossomático e, em casos eventuais, pode não se tratar desse distúrbio, mas uma tentativa de obter ganho secundário.

Quando trata-se de doença é um transtorno sério cujo controle é difícil e requer tratamento e vigilância psiquiátrica, além do tratamento das lesões provocadas.

Estas lesões se repetirão apesar do tratamento local, até que o controle da doença psiquiátrica seja alcançado.

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Os indícios de que o doente está provocando as lesões em si próprio são suspeitados pelo médico dermatologista diante de algumas evidências :

– As lesões aparecem nas áreas de fácil acesso as mãos;

– Poupam áreas de pele distantes como o centro das costas;

– São lesões bizarras não correspondendo às lesões elementares através das quais as doenças de pele se apresentam;

– Não melhoram com o tratamento;

– Quando são utilizados artefatos para provocar as lesões, elas podem ser idênticas no tamanho e forma (como queimadura de cigarros);

– O comportamento do paciente durante a consulta médica, negando tudo e dificultando a entrevista.

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O dermatologista experiente já percebe que se trata de Dermatite Auto-infringida ao primeiro olhar. Porém, existem exceções.

O diagnóstico pode se tornar um desafio quando o doente se mutila com grave comprometimento das estruturas da pele, tornando necessária uma ampla avaliação na qual está inclusa uma biópsia de pele e, que muitas vezes, pode ser inconclusiva exigindo investigação exaustiva.

 

O perfil do paciente e a observação atenta do seu comportamento durante a consulta médica auxiliam para o correto diagnóstico.

zzimagem3São casos delicados e nem sempre os familiares, ao serem informados, reagem bem, pois não conseguem acreditar que isto seja possível.

Se torna necessário que uma excelente relação médico – paciente seja construída para que a ajuda que o paciente necessita seja aceita e ele reconheça que precisa de tratamento prolongado até que se obtenha controle sobre esse comportamento que o maltrata tanto.

A família também precisa ser esclarecida para que possa reconhecer e participar da vigilância.

O tormento desses pacientes vai além do emocional, pois há dor e sofrimento quando as lesões são provocadas e há o risco de complicações como infecções secundárias e formação de cicatrizes inestéticas.

Cada indivíduo é único e requer um olhar abrangente quando doente. E, camuflada em doença física, a doença emocional pode estar dissimulada.

A atenção da família e a procura de ajuda precoce previnem muitos dissabores.

 

Dra-Marta-Izabel-Cerutti-AlbeDra. Marta Izabel Cerutti
Médica Dermatologista
CRM-RS 14708| RQE 12477

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