Sífilis

Sífilis é uma doença infecto-contagiosa, transmitida através de relações sexuais, transfusões de sangue contaminado ou durante a gestação, pela mãe doente, para seu feto (sífilis congênita)

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É causada pelo Treponema pallidum e pode comprometer todo o organismo. Se não tratada, torna-se crônica, com períodos silenciosos alternados com episódios de manifestação da doença.

Divide-se em quatro fases:

1. Sífilis Primária: Surge em média quinze dias após o contágio, manifestando-se como uma úlcera limpa, de fundo úmido brilhante e de consistência firme ao toque, chamada cancro duro. Geralmente é única e acompanhada de ínguas (gânglios) inguinais bilaterais. Nos homens heterossexuais, as ulcerações aparecem no pênis; nos homossexuais, elas podem ser encontradas no canal anal ou reto, boca ou genitália externa; nas mulheres, podem ocorrer na genitália externa ou no colo do útero.

A partir do cancro, o Treponema alcança os vasos linfáticos e, de lá, a corrente sanguínea, atingindo outros órgãos. Essa lesão inicial cicatriza espontaneamente em seis a oito semanas. Se não diagnosticada e tratada, segue para a próxima fase.

2. Sífilis Secundária: Caracteriza-se por uma erupção cutânea formada por manchas avermelhadas e descamativas – algumas delas com relevo –, as quais cobrem o abdômen, as costas, as coxas, os braços, a palma das mãos, a planta dos pés; surgem também erosões na boca. Poderão ocorrer, ainda, sintomas como dor de garganta, dor de cabeça, dor na nuca, febre, perda de apetite e de peso. Raramente podem coexistir meningite aguda e artrite (inflamação nas articulações), hepatite e alterações nos rins.

3. Sífilis Latente: É assim chamada quando os testes de laboratório são positivos, mas não há nenhuma manifestação visível da doença. Neste estágio, o doente pode transmitir a doença pelo sangue, e a gestante, para o feto.

4. Sífilis Tardia: Se a doença não for identificada em nenhum dos estágios anteriores, ela se torna crônica, causando alterações no sistema nervoso, no coração e nas artérias. Esse comprometimento acontece entre dez e quarenta anos após o primeiro contágio se o doente ficar sem tratamento ou se este for inadequado.Na pele aparecem caroços ou úlceras endurecidas e não dolorosas chamadas gomas sifilíticas. Esses mesmos caroços ou úlceras também são encontrados nos pulmões e ossos.

5. Sífilis Congênita: A mãe doente e não diagnosticada transmite a doença ao feto por volta do quarto mês da gestação. A gestante deve ser tratada até a 16º semana para evitar que o bebê nasça com sífilis. Os testes para sífilis são rotineiros em toda a gestante, escapando ao diagnóstico apenas aquelas mulheres que não realizam o acompanhamento pré-natal.

Diagnóstico

É realizado através de exames de sangue ou da coleta de material das lesões quando nas fases iniciais.


Tratamento

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É realizado com antibióticos (geralmente penicilina injetável), sendo que cada fase da doença exige ajuste da dose. A sífilis tem cura; quanto mais precoce o diagnóstico, menor o risco de sequelas. Procure o médico ou os serviços de saúde sempre que apresentar lesão suspeita. Nunca mantenha relações sexuais sem o uso de camisinha, pois muitas pessoas desconhecem que são portadoras da doença.

As complicações podem ser graves e sérias. A prevenção é sempre o melhor tratamento! Não exponha sua saúde a riscos desnecessários. Não use de leviandade ou imprudência como desculpa para não se proteger. O custo do descaso pode ser muito alto. É preciso lembrar que junto com a sífilis andam outras DST, inclusive a AIDS, e que, com o advento desta última, infecções como a sífilis, antes controladas, voltaram ao cenário mundial e estão à espreita mesmo naquelas relações aparentemente seguras.

Cuide de você e proteja a quem você ama.