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Medo de agulhas? Injeção?

Pessoas que tem medo de agulhas consideram algumas circunstâncias mais ameaçadoras do que realmente são. Esse pensamento distorcido passa a interferir na manutenção do seu bem estar e saúde, como a não realização de procedimentos estéticos e cirúrgicos

medo-de-agulhas-injecao-dermatologia-e-saude-1O que fazer quando você deseja fazer um tratamento (botox, preenchimento ou pequenas cirurgias) mas tem medo de agulhas?

O medo é uma emoção natural e está ligado à ansiedade, que é a antecipação mental do perigo a ser enfrentado. De forma saudável, o medo funciona como um alarme natural que liga quando enfrentamos situações perigosas ou difíceis preparando todo nosso corpo e mente para reagir rapidamente e enfrentar aquilo que nos preocupa. A ansiedade, dessa forma, funciona como um mecanismo de defesa.

Apesar de ajudar na preservação da nossa espécie, o medo em excesso nos paralisa e pode se transformar em uma doença bem atual na sociedade: a fobia.

A fobia é definida como um medo persistente, desproporcional e irracional de um estímulo que não oferece perigo real ao indivíduo (Organização Mundial da Saúde, 1993).

Pessoas que tem medo de agulhas (aicmofobia ou belonofobia) consideram algumas circunstâncias mais ameaçadoras do que realmente são. Esse pensamento distorcido as leva a adotar mecanismos de evitação e esquiva, uma vez que acreditam ser incapazes de enfrentar e superar tais situações.

Dicas para superar a fobia de agulhas:

  1. Veja as situações da maneira mais realista possível -> A agulha é somente uma agulha, e sem ela não poderemos atingir os resultados do tratamento a ser realizado!;
  2. Prefira probabilidades a possibilidades ->Qual a probabilidade de morte/intoxicação/desmaios durante um procedimento com injeções realizada por um profissional médico bem treinado e de sua confiança?;
  3. Recorra a todas as informações, inclusive as positivas -> A experiência positiva de amigas que já se submeteram ao mesmo procedimento ajuda muito. Pesquise também sobre a formação do médico que você escolheu antes de se submeter aos procedimentos – saber que está em boas mãos é tranquilizador;
  4. Procure ser realista, e não pessimista -> “Não vai dar certo”, “Não vou conseguir” – São pensamentos que não te ajudam!;
  5. Use os fatos – e não seus sentimentos – para fazer previsões-> Tire suas dúvidas sobre o procedimento com seu médico, isso ajudará a entender o que é real e o que é fantasia;
  6. Admita e assuma o mal-estar: busque experiências que o deixam ansioso. Não espere até o momento em que você se sinta pronto. É preciso enfrentar o medo!;
  7. Aceite riscos razoáveis e gradativos;
  8. Suporte o desconforto, pois ele tende a diminuir.

Quando devo procurar ajuda?

Quando você perceber que o medo começou a comprometer a realização de suas atividades diárias, interferindo na manutenção do seu bem estar e saúde.

Ter a ajuda de um psicólogo é essencial e, em alguns casos, o tratamento em conjunto com um psiquiatra pode ser necessário.

Autora: HELLEN PAULA SILVA AZAFF REZENDE
PSICÓLOGA CLÍNICA- CRP 09/8358
Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pelo ITC- São Paulo
Especialista em Gestão de Pessoas pela FGV-São Paulo
Especializanda em Neuropsicologia pelo Nepneuro-Goiânia

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