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Meu filho está com piolho. Como ele pegou?

A pediculose (piolho) é uma doença extremamente contagiosa, e que afeta principalmente o couro cabeludo, mas pode atingir outras partes do corpo. A coceira incomoda muito e é intensa. É importante saber reconhecer o piolho e a lêndea e periodicamente olhar as cabeças das crianças à procura deles.

O piolho é transmitido pelo contato direto ou por uso compartilhado de escovas de cabelo, fronhas de travesseiro, toalhas e bonés. Seu filho provavelmente foi contaminado pelo contato com alguma outra criança, em ambiente de aglomeração, como escolas e creches.

Uma dúvida muito frequente é se podemos pegar piolhos de animais, e a resposta é não. Se a criança entrar em contato com aves infestadas (pombos, galinhas, pássaros), o piolho do animal pode apenas provocar uma irritação na pele, com coceira, mas ele não consegue completar o ciclo dentro da nossa pele. Por isso não produz ovos e não se espalha pelo corpo e nem para outras crianças.

Piolho

Lêndeas

As lêndeas são os ovos do piolho. Elas gostam de locais mais quentes, por isso devemos procurá-las grudadas nos fios de cabelo, bem perto do couro cabeludo. Após aproximadamente sete dias, os ovos explodem e liberam os piolhos, que andam pelos cabelos, botam mais ovos, e se alimentam de restos da pele, sangue e secreções sebáceas

Se você levantar os cabelos e olhar a nuca vai ver bolinhas vermelhas, que coçam muito. Elas são provocadas pelos piolhos. Se não tratados, eles podem ir contaminando outros locais que tem pelos, como os cílios.

Lêndea no cabelo
Lêndea grudada no fio do cabelo em grande aumento.

Em crianças maiores que já estão entrando na puberdade, podem infestar os pelos das axilas e até os pelos pubianos.

Meu filho só está com lêndeas. Ele pode ir à escola?

As lêndeas se transformam nos piolhos, portanto seu filho só poderá voltar às atividades escolares, esportivas e sociais depois que terminar o tratamento. O risco de transmissão é muito grande e pode provocar verdadeiras epidemias nas creches e escolas. Como crianças coçam muito os locais afetados e nem sempre estão com as mãos limpas, a chance de infecção secundária por bactérias é grande.



Dra. Maria Teresa Pereira SoaresDra. Maria Teresa Pereira Soares
Médica Dermatologista
CRM-MG 35902 | RQE 11669

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