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Subcisão: tratamento de cicatrizes, estrias e celulite

Subcisão, ou cirurgia subcutânea sem incisão, é um método consagrado desde 1995, muito utilizado em cirurgia dermatológica para tratamento de alterações do relevo da pele, tais como cicatrizes de acne, estrias, celulite e cicatrizes traumáticas

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Cicatrizes de acne, estrias, rugas fixas e cicatrizes traumáticas podem ser tratadas através de subcisão

1) O que é subcisão?

Subcisão, ou cirurgia subcutânea sem incisão, é um método consagrado desde 1995, muito utilizado em cirurgia dermatológica para tratamento de alterações do relevo da pele. É realizado por dermatologista ou cirurgião plástico capacitado, mediante anestesia local injetável. Através de instrumentos cirúrgicos adequados, penetra-se na porção mais profunda da pele alterada para descolar e soltar a pele que está com aspecto retraído ou repuxado.

2) Que tipo de lesões podem ser tratadas através de subcisão?

Cicatrizes de acne, estrias, rugas fixas e cicatrizes traumáticas. Entretanto, tudo depende da gravidade de cada alteração: estrias muito finas e celulites de grau leve, por exemplo, não se beneficiam com a técnica.

3) Qual é o mecanismo de ação desse tratamento?

Ao se penetrar na pele com alteração de relevo através de pequena incisão, o instrumento cortante consegue provocar o rompimento das traves fibróticas que promovem a depressão na pele através de movimentos circulares e de vai-e-vem. Além de liberar a pele, o procedimento promove a formação de uma coleção de sangue (hematoma) devido ao rompimento de pequenos vasos sanguíneos abaixo da lesão a ser tratada. Esse hematoma, por sua vez, vai ajudar na produção de colágeno novo e mais bem organizado, que vai preenchendo o local tratado, dando aspecto de relevo mais uniforme à pele. É o chamado preenchimento autólogo, pois se utiliza material próprio do paciente como material preenchedor. Como a produção de colágeno é lenta, observa-se melhora progressiva do aspecto estético dessas lesões alguns meses após o tratamento.

4) Quais são as contraindicações?

A indicação incorreta do tratamento é a maior delas. O uso da técnica em determinados tipos de cicatrizes pode até agravar a lesão, por isso uma avaliação criteriosa por um especialista é muito importante para se obter bons resultados. Informe ao seu médico sobre as medicações que você faz uso, história de tabagismo, problemas de cicatrização ou queloides em outras cirurgias, alergia a medicações e deficiências nutricionais antes de se submeter ao procedimento. Outras contraindicações são: problemas de coagulação, doenças sistêmicas descontroladas (como o diabetes), infecção ativa no local e expectativas irreais em relação ao procedimento.

5) Como é o pós-operatório?

Após esse procedimento, é normal ocorrer inchaço e hematomas nos locais tratados. Quando realizado em abdômen ou glúteos, recomenda-se usar cintas compressivas por um mês para se delimitar a extensão do hematoma e promover uma recuperação mais rápida. Também se orienta evitar atividades físicas por volta de 2 semanas. A exposição solar no local tratado é contraindicada enquanto durarem as manchas roxas, que costumam estar presentes em torno de até 3 semanas.

6) Quais são as possíveis complicações?

Podem ocorrer manchas na pele, cicatrizes, milium (carocinhos brancos na pele) e necrose cutânea em alguns casos. Por isso é importante que o procedimento seja realizado com indicação, avaliação e técnica corretas.

7) O que se pode esperar de resultados após o tratamento?

Como se trata de um procedimento cirúrgico, a pele precisa se recuperar após a intervenção para, depois, se observar resultados. A produção e depósito de colágeno são processos lentos, começando em 1 mês e tendo pico de produção em 9 meses. Mas em torno de 3 meses já se observa melhora das alterações tratadas. O resultado também varia de acordo com a capacidade de retração da pele de cada paciente, bem como tamanho, profundidade e localização das lesões.

A depender de cada caso, podem ser indicadas 3 a 6 sessões com intervalos de 1 a 2 meses. Devido ao estímulo de produção de colágeno e elastina, o esperado é que essas alterações de relevo se amenizem ou até sumam com o tratamento.



Dra. Maise SampaioDra. Maise Sampaio
Médica Dermatologista
CRM-GO 12756 | RQE 8130

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5 Comentários

  1. Estou adorando os artigos, Dra Maise! Gostaria de parabenizar a senhora e todos os colunistas do site pela escolha dos temas. A divulgação das informações tão importantes de maneira simples e esclarecedora foi uma ótima iniciativa dos idealizadores desse projeto.
    Obrigado!

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