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Manchas escuras na pele

manchas-escuras-na-pele-dermatologia-e-saude-350x300Este artigo se refere às manchas escuras na pele mais comuns.

Algumas são apenas inestéticas, outras podem corresponder a cânceres de pele agressivos. Portanto, é fundamental o exame do especialista

Sardas (éfelides)

São pequenas manchas de coloração acastanhada que surgem em pessoas claras com histórico de exposição solar.

Aparecem já na adolescência e afetam sobretudo a face, ombros, braços ou qualquer área mais exposta ao sol.

Alguns estudos apontam que pacientes com muitas sardas possam ter um risco aumentado de câncer de pele do tipo Melanoma. Por isso, deve-se estimular a proteção solar desde a infância.

Os tratamentos são múltiplos, sendo os peelings, os lasers e a luz intensa pulsada os mais utilizados.

Lentigos (manchas senis)

São manchas acastanhadas maiores e mais escuras que as sardas. Podem surgir na infância, sem relação com o sol (Lentigo Simples), porém é mais comum no adulto com história de exposição solar intensa. Neste último caso, são chamados de Lentigo Solar, popularmente conhecidos como manchas senis. Elas afetam principalmente a face, os braços e as mãos.

O tratamento é semelhante ao tratamento das sardas, podendo ser utilizados peelings, lasers e luz intensa pulsada.

Hipercromia pós-inflamatória: Manchas após feridas

Traumas como arranhões, queimaduras, lesões de acne, entre outros, podem deixar manchas acastanhadas após a cicatrização. São formadas pela melanina que extravasa das células danificadas. Costumam regredir lentamente ao longo de meses, porém o tratamento adequado (cremes de uso domiciliar, peelings e lasers) acelera o processo.

Fitofotodermatose: Manchas por limão e outros

Quadro que surge após o contato de algumas substâncias com a pele seguida de exposição solar. As substâncias geralmente são da classe das furocumarinas ou psoralênicos, encontradas no limão, laranja, caju, folhas de figo, entre outras. Alguns perfumes contém bergamota, substância que também provoca o quadro, sendo responsáveis por manchas acastanhadas na região do colo e pescoço.

No inicio do quadro ocorre vermelhidão intensa e, em alguns casos extremos, podem surgir bolhas. Em seguida, aparece a mancha castanho acinzentada.

O tratamento pode ser feito com uso de cremes e proteção solar. Entretanto, o mais importante é prevenir, lavando a região com água e sabão, e evitando a exposição solar sem proteção após manusear estas substâncias.

Melasma

Melasma são manchas acastanhadas que surgem predominantemente na face de mulheres na faixa etária de 30 a 50 anos.

Localizam-se principalmente nas bochechas, na fronte, no dorso do nariz e na área do buço. Raramente afetam outras áreas como ombros e braços.

Há uma forte tendência genética mas diversos fatores externos servem de “gatilhos” para o surgimento do quadro. É bem sabido que uso de anticoncepcionais e outros hormônios, assim como a gravidez, podem dar início a mancha, que uma vez estabelecida, pode se tornar crônica. Porém, de todos estes fatores, a exposição solar exagerada e sem proteção é sem dúvida a grande vilã.

Os cuidados devem ser constantes, uma vez que não há uma cura definitiva para o Melasma. O melhor tratamento ainda é o uso cremes clareadores associado à proteção solar. Nos casos em que não ocorre uma resposta satisfatória, pode-se iniciar o tratamento com peelings ou laser do tipo Nd-Yag Q Switched.

Nevos (Pintas)

São manchas benignas que surgem em qualquer parte do corpo, e as vezes estão presentes ao nascimento. Podem ter tamanhos variados e coloração que varia do castanho-claro até tons azulados ou enegrecidos.

Em alguns casos, os nevos perdem a forma plana e ganham volume (como aquele sinal do nariz da bruxa dos desenhos animados) , o que faz com que vários pacientes os confundam com verrugas.

Um erro recorrente é tentar tratar estes sinais com os medicamentos disponíveis para verruga, vendidos sem receita nas farmácias. Há 2 motivos básicos para isso: O primeiro é que o tratamento geralmente não remove todo o sinal e frequentemente deixa uma cicatriz inestética no local. O segundo, ainda mais importante, é que esse sinal pode ser de fato um câncer de pele nos estágios iniciais, e a destruição de apenas parte dele pode dificultar o diagnóstico correto da doença.

Câncer de pele do tipo Melanoma

A incidência desse câncer de pele aumenta ano a ano. Trata-se de um câncer agressivo e potencialmente fatal, porém, se diagnosticado com rapidez, consegue-se a cura completa. Portanto, a distinção entre o Melanoma e os demais tipos de manchas é fundamental.

O formato e a cor da lesão podem variar, e inclusive, no momento do diagnóstico, a maioria dos Melanomas não apresentam relevo e passam despercebidos ao paciente. De uma maneira geral, manchas assimétricas que apresentam várias tons de castanho ou preto, com história de crescimento, devem ser examinadas pelo especialista o quanto antes.



Dr. Marcelo BrolloDr. Marcelo Brollo
Médico Dermatologista
CRM-RJ 5280769-9 | CRM-DF 17867 DF

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