Home » Doenças da Pele » 8 fatos que você deve saber sobre psoríase

8 fatos que você deve saber sobre psoríase

A psoríase é uma doença autoimune e inflamatória

A psoríase aparece quando há um sinalização defeituosa no sistema imunológico do paciente. As próprias células de defesa do organismo (linfócitos T) passam a considerar as células da pele como invasoras e começam a atacá-las. A consequência disso é uma cascata de inflamação que estimula a produção de novas celulas para substituir as lesadas, em um ritmo acelerado.

Psoríase
Homem com lesões de psoríase difusas pelo corpo

A pele se renova muito rápido na psoríase, em apenas três a cinco dias, enquanto na pele normal demora um mês. O crescimento excessivo da pele faz com que a região engrosse, forme as placas e escamas típicas da doença.

Tem relação genética

É bem nítida essa relação. Até um terço dos pacientes com psoríase têm alguém na família com a mesma doença.

Qualquer um pode desenvolver psoríase

A psoríase não tem preferência por sexo, acontece igualmente em homens e mulheres. Além disso, pode começar em qualquer idade, mas a maioria das pessoas desenvolve a doença entre 20-35 anos de idade.

Não é uma doença somente da pele

Antes a psoríase era conhecida como uma doença restrita à pele, mas hoje sabe-se que não. A inflamação crônica da psoríase não age apenas na pele, mas em todo corpo, por isso é considerada uma doença sistêmica. Essa inflamação também está relacionada ao surgimento de outras doenças, como a síndrome metabólica (obesidade, pressão alta, diabetes, aumento do colesterol, resistência aumentada à insulina), doenças inflamatórias intestinais e artrite psoriática.

A doença é considerada por si só, mesmo sem nenhuma outra dessas doenças associadas, um marcador de risco para eventos cardiovasculares, como o infarto e AVC (derrame).

Nem tudo que descama no couro cabeludo é caspa

O couro cabeludo é um dos locais mais afetados pela psoríase. 50% a 80% dos pacientes têm acometimento no couro cabeludo. As lesões são muito parecidas e confundidas com a dermatite seborreica (caspa).

Psoríase
Placas espessas em uma base avermelhada e escamas prateadas no couro cabeludo e nuca.

Nem toda unha “oca” é micose

A unha pode ser o primeiro local em que surge a psoríase (psoríase ungueal). Aproximadamente 80 a 90% dos pacientes têm acometimento das unhas e isso é um dado importante para o diagnóstico. Pode aparecer isoladamente ou anteceder, até mesmo em anos, o surgimento das lesões na pele. A psoríase ungueal é muito confundida com a onicomicose (micose das unhas). O mais comum são as pequenos furinhos nas unhas (pittings), que também podem adquirir o aspecto espesso e branco, tornarem-se frágeis, quebradiças e se descolarem.

Existe relação do envolvimento das unhas com a presença ou possibilidade de desenvolvimento de artrite psoriática nas articulações das mãos.

Psoríase nas unhas
Unhas com pittings (pequenos furinhos arredondados), descolamento, fragilidade e hemorragias.

A coceira é um dos sintomas principais

A coceira é um dos sintomas principais e deve ser evitada! Apesar de a coceira levar a um alívio temporário, o ato de coçar faz com que a lesões fiquem mais sensíveis, doloridas e rachadas. E, ao coçar a pele já machucada ou retirar aquela crostinha da ferida, você a impede de melhorar, levando assim a um ciclo vicioso de ferida-coceira-inflamação-ferida.

Cuidado! Os gatilhos que devem ser evitados para evitar uma crise de psoríase

  • Estresse emocional, o principal deles
  • Machucados ou queimaduras na pele (tatuagem, piercing, depilação, picadas, traumas ao fazer a barba)
  • Infecções, principalmente as crises de amigdalite (dor de garganta)
  • Uso de certas medicações (como lítio, medicamentos antimaláricos, betabloqueadores, anti-inflamatórios não hormonais)
  • Fumo
  • Bebida alcoólica, em especial a cerveja
  • Mudanças climáticas, principalmente o frio
  • Mudanças hormonais, como na gravidez.
Psoríase e fumo
Mão de um fumante com lesões típicas de psoríase. Diga não ao fumo!


Dra. Ana Andrade CappDra. Ana Andrade Capp
Médica Dermatologista
CRM-DF 14.244 | RQE 10.245

Outros artigos desta colunista em www.dermatologiaesaude.com.br zoom in

Encontre-me no Google


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *