Home » Dicas » Menopausa e pele

Menopausa e pele

menopausa-e-pele-dermatologia-e-saude-350x300
É possível tratar as alterações cutâneas causadas pela menopausa

As mudanças na pele durante a menopausa e os tratamentos que funcionam

Até pouco tempo atrás, a menopausa era uma fase da vida bastante ignorada pela ciência. Isso vem mudando, pois as mulheres estão plenamente ativas e produtivas nessa fase, não se contentando mais com as restrições que ela pode acarretar. O avanço da medicina, aliado a compreensão melhor do que é uma vida saudável, tem buscado cada vez mais soluções para esses problemas.

A menopausa era vista como um grande atraso na vida, como um “fardo” que as mulheres tinham que suportar, pois era normal que houvesse aquele conjunto de sintomas, como dores no corpo, fogachos, insônia e aceleração do envelhecimento da pele. Hoje, várias especialidades médicas, entre elas a dermatologia, empenham-se em buscar soluções para melhorar a passagem desse período.

Sabemos que quanto mais bonita a mulher se sente, mais bem disposta vai ficar, aliviando todo o conjunto de sintomas que a baixa hormonal causa.

Diminuição dos hormônios sexuais:

  • Pele mais fina;
  • Pele mais seca;
  • Pele mais manchada e com vasinhos dilatados

A deficiência de estrogênio vai deixando a pele mais fina, porque nessa fase a perda de fibras de colágeno e elastina se acelera. Pode haver perda de até 30% do colágeno nos primeiros 5 anos de menopausa. Essas fibras são necessárias para manter a elasticidade, a espessura e a hidratação da pele. Outra causa da pele ficar mais seca e sensível é a diminuição da secreção das glândulas sebáceas e sudoríparas. O ressecamento pode ser tão intenso que a pele coça e descama.

Essas alterações são mais evidentes nas áreas expostas da pele, em que o sol também vai contribuir para o seu envelhecimento. Nesses locais mais expostos é frequente o aparecimento de vasinhos dilatados, e a esse quadro chamamos de rosácea (na face) e poiquilodermia (no corpo).

Com o envelhecimento perdemos também massa óssea e muscular, o que afeta também o contorno facial, agravando o problema.

A produção de melanina também é afetada, o que resulta em mais manchas. O aumento dos androgênios (hormônios sexuais masculinos) pode levar ao aparecimento de acne, especialmente na zona do queixo e pescoço.

O que podemos fazer na clínica então?

  • Reposição hormonal – É indicada a avaliação pelo ginecologista para saber qual é a melhor combinação de medicamentos e se podemos tomá-los. Existem estudos avaliando a eficácia desses estrogênios em creme, ao invés de via oral.
  • Boa dieta, rica em proteínas – Para minimizar a perda de colágeno e da massa óssea e muscular.
  • Reposições de vitaminas, como a vitamina D e o óleo de linhaça (rico em ômega 3 e 6, e que também tem ação estrogênio-like)
  • Tratamentos que estimulam a pele a produzir colágeno:
    • Tecnologias como os lasers fracionados, os aparelhos de radiofrequência e infra-vermelho, e de ultrassom micro-focado.
    • Tratamentos indutores de colágeno, como o uso caseiro de ácido retinóico e hidratantes em cremes, as aplicações na clínica de ácido poli-láctico, alguns peelings (tratamentos de descamação da pele)

Como se pode ver, existem diversas formas de contornar as perdas causadas pela menopausa. Cada tratamento citado tem particularidades que se adaptam melhor para cada caso individual, e o dermatologista vai saber indicar a melhor combinação.

E o que se pode fazer em casa?

  • Não fumar.
  • Usar hidratantes no corpo, cremes nutritivos e anti-aging na face e filtro solar todos os dias. O melhor momento para se passar o hidratante é logo após o banho, com a pele ainda um pouco úmida, o que melhora a sua absorção.
  • Evitar banhos quentes e sabonetes perfumados, que irritam e ressecam mais a pele. Não use bucha no banho.
  • Ter uma boa dieta rica em proteínas e vitaminas. Evite açúcares refinados, pois aceleram o envelhecimento da pele. Usar suplementação de vitaminas se estiver indicado pelo médico.
  • Atividade física regular (musculação, para diminuir a perda muscular e óssea) e contornar o stress.


Dra. Maria Silvia Kós CanettiDra. Maria Silvia Kós Canetti
Médica Dermatologista
CRM-SP 86469 | RQE 26.254

Outros artigos desta colunista em www.dermatologiaesaude.com.br zoom in

Encontre-me no Google


Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *