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Eu me queimei, e agora?

eu-me-queimei-e-agora-dermatologia-e-saude-350x300A queimadura solar ocorre geralmente após a exposição solar intensa, mas não se iluda: em dias nublados também é possível se queimar, pois os raios ultravioletas atravessam as nuvens

Saiba mais sobre raios ultravioletas em Sol: o segredo é saber usar !

Ter pele e cabelos claros, estar em montanhas ou praias e tomar certos tipos de medicamentos, aumentam as chances de queimadura solar. O primeiro sintoma a surgir nas primeiras 3 a 5 horas após a exposição solar é a vermelhidão, que piora durante o período de 12 a 24 horas. Além da vermelhidão também ocorre dor, ardência, inchaço local e muito incômodo. Em seguida pode ocorrer descamação (“descascar”). Nos casos mais severos há bolhas, dor severa e insolação.

Causas de queimadura solar

As queimaduras de sol podem ter diversas causas:

– Permanência prolongada ao sol;
– Não usar filtro solar;
– Contato com produtos sensibilizantes como limão, alguns tipos de frutas e perfumes;
– Uso de remédios sensibilizantes ao sol (por exemplo, antibióticos e isotretinoina).

A incidência de queimaduras solares em um ano é de aproximadamente 30% nos adultos e de 70% nas crianças e adolescentes.

Consequências da queimadura solar

Apesar de a maioria não ser severa, é importante evitá-las, pois aumentam os riscos de:

– problema na visão (cataratas);
– rugas e envelhecimento precoce;
– câncer de pele.

Um estudo publicado na “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, revelou que mulheres que tiveram pelo menos cinco queimaduras solares com bolhas durante a adolescência tinham maior chance de desenvolver qualquer tipo de câncer de pele.

Porém, o risco é maior para o melanoma, que mata perto de 8.800 norte-americanos por ano.

Ter sofrido queimadura de sol grave na infância ou adolescência, aumenta o risco de aparecimento de câncer de pele mais tarde. Portanto é muito importante que os pais evitem as queimaduras e exposição solar crônica em seus filhos, pois a exposição na infância e adolescência parece ser um fator muito importante para se desenvolver o câncer de pele.

Os altos índices de câncer de pele no mundo se explicam pelo excesso de exposição solar.

A forma de preveni-lo é muito simples: uso regular de protetor solar e evitar exposição ao sol das 10h às 16h.

Como tratar a queimadura solar

Após uma queimadura solar o tratamento apenas alivia os sintomas, mas não há como reverter os danos causados à pele, como envelhecimento cutâneo e aumento da chance de desenvolver câncer de pele.

Porém,existem algumas medidas para reduzir a dor e aumentar o conforto:

– Banhos frios somente com água: o sabonete pode agredir e ressecar a pele. Use somente água, sem bucha;
– Hidratar a pele: logo após o banho e várias vezes ao dia, aplicando um bom creme hidratante;
– Hidratação oral: beber muito liquido. Água, sucos de frutas, água de coco;
– Compressas frias ou com chá de camomila gelado: a camomila possui propriedades calmantes e cicatrizantes que ajudam a diminuir o desconforto;
– Evite exposição solar: nunca queime novamente a pele que acabou de descascar. Evite exposição solar por um tempo, pois a pele encontra-se sensível;
– Não estoure as bolhas e não puxe a pele descascada;
– Não use nenhum produto, curativo ou receitas caseiras sem avaliação do médico;
– Caso apareçam muitas bolhas ou intensa vermelhidão por todo o corpo e febre, procure um medico, pois grandes queimaduras podem causar desidratação e choque, sendo muito graves.

Prevenir é melhor do que remediar! Da próxima vez não esqueça de se proteger, mesmo em dias nublados.



Dra-Fabiola-de-Paula-Pereira-TakeutiDra. Fabíola de Paula Pereira Takeuti
Médica Dermatologista
CRM-SP 119874 | RQE 40586

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