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Cosméticos capilares 1: Shampoos

Escolher o shampoo correto ajuda na beleza dos cabelos

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Pouca gente sabe, mas os shampoos fazem muito mais que limpar nosso couro cabeludo! A princípio, os shampoos foram realmente desenvolvidos com essa função, mas com os avanços nas áreas de cosméticos, atualmente, além de retirar resíduos do couro cabeludo, os shampoos tem a tarefa de condicionar e embelezar os fios dos cabelos. Esse é o grande desafio ao formular-se um shampoo, encontrar o equilíbrio entre os agentes de limpeza e os agentes condicionantes.

Mas o que tem na fórmula de um shampoo?

  • Detergentes: Também chamados de surfactantes, são os principais componentes de um shampoo (depois da água!) e têm a função de limpar o couro cabeludo. Os detergentes agem ligando a água à gordura do couro cabeludo. A maioria dos shampoos têm mais de um detergente e a escolha do detergente vai depender do tipo de shampoo que se quer formular. Por exemplo, os shampoos para cabelos oleosos são formulados com detergentes mais fortes enquanto os shampoos para cabelos ressecados ou danificados, utilizam detergentes mais suaves que tiram menos a gordura do couro cabeludo. Quem já teve curiosidade de ler um rótulo de shampoo, provavelmente viu as palavras lauril sulfato ou laureth sulfato. Esses são dois detergentes de uso comum na composição dos shampoos, sendo o laurilsulfato um detergente forte, indicado para couro cabeludo oleoso. O laureth sulfato, ao contrário, é um detergente suave, utilizado nos produtos para cabelos sensibilizados;
  • Condicionadores (na fórmula do shampoo!): Não falei que os shampoos de hoje fazem muito mais que limpar? Os condicionadores estão presentes nos shampoos 2 em 1 e também em shampoos para cabelos secos e danificados. Podem ser silicones (dimeticona), derivados da seda ou de proteína animal, glicerina…;
  • Agentes espumantes: Acrescentados nas fórmulas dos shampoos para fazer espuma. As pessoas associam a quantidade de espuma que um shampoo faz à sua capacidade de limpeza e, embora isso não seja verdade, shampoos que espumam mais têm a preferência dos consumidores;
  • Espessantes e opacificadores: Substâncias acrescentadas às fórmulas dos shampoos para melhorar a cor e textura do produto. Nesse grupo está o famoso “sal” (cloreto de sódio). Apesar dos “shampoos sem sal” terem virado moda, o sal acrescentado no shampoo não causa danos aos cabelos e só tem a função de deixar o líquido mais espesso. Nos shampoos sem sal é acrescentada uma outra substância com essa função;
  • Agentes quelantes: Se ligam aos metais presentes na água do chuveiro para evitar danos aos cabelos e ao couro cabeludo;
  • Ajustadores de Ph: Os fios dos cabelos e o couro cabeludo tem um ph ácido (em torno de 5) e os shampoos que respeitam essa acidez deixam os cabelos menos elétricos, com menos “frizz”. Por isso são acrescentadas substâncias ácidas, como ácido glicólico ou ácido cítrico, nas fórmulas dos shampoos.
  • Preservativos: Evitam a contaminação por bactérias e a degradação dos shampoos;
  • Ativos especiais: Vitaminas, derivados de plantas e outros ativos acrescentados às fórmulas para agregar valor e atrair a atenção dos consumidores. Má notícia: só servem para o marketing do produto, pois o tempo de contato dos shampoos com os cabelos é muito curto e não é suficiente para esses produtos agirem.

Qual o melhor shampoo para o meu cabelo?

Existem vários tipos de shampoos no mercado e a escolha depende de vários fatores, desde o preço até necessidades especiais de alguns consumidores. Para facilitar sua escolha, fiz uma lista dos tipos principais de shampoos e suas indicações:

  • Shampoo para cabelos normais: Indicado para cabelos “virgens” de tratamentos químicos (tinturas, alisamentos, reflexos…) e couro cabeludo que produz quantidade moderada de óleo;
  • Shampoo para cabelos secos ou danificados: Indicado para couro cabeludo que produz pouco óleo ou cabelos que sofreram tratamentos químicos ou submetidos a danos térmicos como secador, prancha, baby liss. Sua fórmula une um detergente suave com agentes condicionantes, portando lava pouco e “hidrata” os cabelos;
  • Shampoo para cabelos oleosos: Indicado para couro cabeludo que produz muito óleo. Em sua fórmula tem sempre um detergente potente como o lauryl sulfato;
  • Shampoo de uso diário: Produto específico para quem quer lavar os cabelos todos os dias. Possui um detergente suave para não agredir os fios;
  • Shampoo anti-resíduos: Contém um detergente forte e concentrado para retirar os resíduos de outros cosméticos dos cabelos. Não deve ser usado mais que uma vez na semana;
  • Shampoo para bebês: Tem o ph básico(alcalino) para não arder os olhos e um detergente leve para não agredir o couro cabeludo do bebê. Não recomendado para adultos porque o ph básico pode deixar os fios mais “elétricos” e com “frizz”;
  • Shampoo com medicamento: A fórmula desses shampoos é acrescida de medicamentos como corticóides e antifúngicos com a intenção de ajudar no tratamento de doenças do couro cabeludo como psoríase, dermatite seborreica, micoses… Devem ser deixados por mais tempo em contato com o couro cabeludo para serem eficazes;
  • Shampoo 2 em 1: Sua fórmula contém silicone ou outro agente condicionante associado a detergente suave. Indicado para quem procura praticidade ou está com os cabelos muito danificados, por isso deve fazer uma limpeza menos agressiva;
    Shampoo profissional: É mais concentrado e com ingredientes ativos em maior quantidade que os shampoos comerciais. Usados por cabeleireiros antes ou depois de procedimentos químicos.
  • POLÊMICA: Shampoo sem sal: Como explicado anteriormente, o sal no shampoo só serve para deixar a fórmula mais espessa e não agride os cabelos. Os shampoos sem sal sempre têm uma substância semelhante com essa função. Ou seja, não precisa pagar mais caro ou perder tempo procurando um shampoo sem “sal”!;
  • NOVIDADE: Shampoo seco ou Dry shampoo: É na verdade uma mistura de pós com propriedade de absorver gordura, como amido de milho (maisena) e kaolin, em solução alcoólica. É aplicado na raiz dos cabelos para diminuir a aparência de oleosidade dos cabelos. Muito útil em algumas situações de “emergência”!

Como devo aplicar o shampoo?

Apesar das fórmulas terem evoluído, o principal componente dos shampoos é o detergente, que retira o óleo do couro cabeludo e dos cabelos. Por isso, para evitar o ressecamento dos fios, o shampoo deve ser aplicado apenas no couro cabeludo e não ao longo dos fios dos cabelos. O shampoo aplicado diretamente nos fios vai ressecá-los e deixá-los embaraçados. Deve-se colocar o shampoo na palma da mão e aplicar no couro cabeludo molhado com água, com o mínimo contato possível com os fios dos cabelos; massagear e enxaguar bem.

Com que frequência devo lavar os cabelos?

A frequência de lavagem dos cabelos é uma opção pessoal, mas você deve observar alguns fatores para decidir o melhor no seu caso:

– Quantidade de sebo ou óleo produzido pelo couro cabeludo;
– Grau de ressecamento dos fios;
– Tratamentos químicos (tinturas, reflexos, alisamentos) ou danos térmicos (secador, prancha, babyliss) nos fios;
– Presença de alguma doença de pele no couro cabeludo;
– Clima do local onde você mora;
– Poluição em sua região;
– Hábitos de vida como a prática de exercícios físicos.

Não existe um número mágico: cada um deve avaliar como sente-se melhor e o que mais se adequa à sua rotina. Por exemplo: uma pessoa de couro cabeludo oleoso, que pratica exercícios físicos diariamente e mora em uma cidade quente e úmida como Salvador, deve lavar os cabelos todos os dias. Por outro lado, alguém com cabelos secos, que produz pouco sebo e suor no couro cabeludo e mora em cidade seca, pode reduzir a frequência para uma ou duas lavagens semanais.

Quer saber mais sobre cosméticos capilares? Leia o texto Cosméticos Capilares 2: condicionadores



Dra. Juliana PiresDra. Juliana Pires
Médica Dermatologista
CRM-BA 21.882 | RQE 008.828

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